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7 formas de como investir em criptomoedas no Brasil

Como investir em criptomoedas no Brasil? Neste post tentaremos responder essa que é a dúvida de 10 entre 10 brasileiros que procuram no mercado de criptomoedas uma alternativa para obter ganhos maiores que os investimentos convencionais.

Na lista abaixo mostraremos que não existe apenas uma maneira de investir em criptomoedas, existem várias e o resultado dependerá de diversos fatores, mas principalmente do seu grau de envolvimento e conhecimento em cada uma das opções.

1 – Longo Prazo

“Hodl” amigo, Hodl!  Uma brincadeira com a palavra em inglês “hold” que significa “segurar”,  se tornou quase uma palavra de ordem nos diversos fóruns e grupos de redes sociais onde o assunto é Bitcoin. Quem comprou a criptomoeda nos seus primeiros anos e segurou até os dias de hoje não tem do que reclamar.

O gráfico abaixo mostra a elevação do preço do Bitcoin em escala linear entre os anos de 2010 e 2018. Em 18 de julho de 2010, uma unidade de Bitcoin valia US$ 0.06. Em 11 de dezembro de 2017, a criptomoeda bateu seu recorde histórico, vendida a US$ 17.549, uma valorização de 29.248.233%.  Depois deste pico o preço sofre uma queda abrupta ocorrida nas primeiras semanas de 2018 e até então tem variado na faixa dos US$ 7.000 e US$ 10.000.

Em julho de 2010, com apenas US$ 1 era possível comprar 16,66 bitcoins e 7 anos depois, estes mesmos bitcoins eram vendidos a US$ 292. 366.

O gráfico acima também mostra uma linha quase reta em um período que parece ter se desenrolado sem muitas variações, que começa em julho de 2010 e segue até meados de março de 2017.  No início da reta do gráfico o preço era de US$ 0,06 e no final da reta em 20 março de 2017, o Bitcoin era vendido por US$ 1.012.  Portanto, uma valorização de 1.686.566%  que foi sucedida por uma clássica formação de bolha.

Quem comprou em qualquer data dentro da reta do gráfico e segurou o ativo até hoje, obteve ganhos vultuosos, muito acima de qualquer aplicação do mercado financeiro no mesmo período.

A pergunta que todos fazem e que você também deve estar  fazendo agora é se essa tendencia de valorização a longo prazo do Bitcoin e das demais criptomoedas continuará crescendo e como você também deve saber, não há como responder essa pergunta sem tropeçar em futurologia.

O que podemos dizer é que a tecnologia por trás do Bitcoin, a Blockchain, veio pra ficar e tem sido cortejada pelas gigantes de tecnologia como Microsoft e IBM e tem sido festejada por diversos especialistas de finanças e tecnologia como uma revolução nas mesmas proporções do que representou a própria internet.  Sendo assim, qualquer outra criptomoeda ou projeto com tokens baseados em blockchain (ou outra tecnologia criptográfica de ponta) que tenha utilidade real e represente essa revolução, tem sim grandes chances de ter seu valor catapultado a longo prazo nas mesmas proporções do Bitcoin, e provavelmente também terá no meio do caminho subidas vultuosas e quedas abruptas tal como ele, cabe a você escolher a melhor hora de entrar.  Leia nosso artigo “10 criptomoedas promissoras para investir

2 – ICO’s

ICO é a abreviatura de “Initial Coin Offering” (Oferta inicial de moedas), uma adaptação de IPO, “Initial Public Offering” (Oferta Pública Inicial) que é realizada quando uma empresa abre seu capital e oferece pela primeira vez suas ações na Bolsa de valores.  As ICO’s são realizadas pelos próprios desenvolvedores e tem como objetivo  captar recursos para o projeto. Unidades de criptomoedas e tokens são oferecidos antecipadamente por um preço inicial, muitas vezes em centavos de dólar. Geralmente os compradores aguardam por algumas semanas ou meses até que o projeto seja lançado e oferecido em plataformas de trade e Exchange.

Ao contrários das IPO’s, as ICO’s não são regulamentadas e já foram banidas em países como a China. O motivo?  Muitas são mera fraude ou clones de moedas já existentes e assim que são listadas nas plataformas de trade, acabam sendo despejadas no mercado pelos próprios “desenvolvedores” jogando o preço pra baixo, dando enorme prejuízo pra quem as comprou.

Isso tudo porém não significa que todas são fraude, muito pelo contrário, muitos projetos sérios foram lançados desta forma e alguns obtiveram retorno sobre o investimento de até 1.226.037% como você mesmo pode conferir nesta lista do site ICOstats, que acompanha o ROI (retorno sobre investimento)  de criptomoedas lançadas através de ICO’s.

Elas se transformaram em febre e vários sites surgiram fazendo reviews, divulgando lançamentos de ICO’S, entre eles o Ico Rating, Ico Bazaar, Ico Hot List, Ico Alert e mais uma infinidade que você pode conferir neste post do Blog Hackernoon.  Mas a pergunta que não quer calar é: Dá pra confiar cegamente na opinião destes sites?  Claro que não!

Pra investir em um projeto que vai sair do zero, seja ele qual for, você deve fazer um extensa pesquisa pra saber se ele tem chances reais de se tornar algo grande no futuro.  Além de seguir seu próprio feeling e conhecimento adquirido sobre o assunto, é importante que você se atente para as seguintes questões:

1 –  Se a equipe do projeto existe de fato e se é composta por profissionais ou empresas especializados no assunto

2 –  Se o projeto apresenta alguma inovação ou resolve algum problema que os mais de 1.600 projetos existentes no mercado ainda não resolveram

3 – Leia o White paper do projeto com atenção e copie e cole algumas de suas linhas no Google para pesquisar se ele não é mera cópia de algum documento já publicado anteriormente.

4 – Confira se o código fonte do software está publicado no site Github e pode ser baixado e auditado por outros desenvolvedores. Os principais e mais valorizados projetos de criptomoedas são de código aberto e suas atualizações podem ser acompanhadas através da rede social que também funciona como um repositório de códigos fonte, a Github.

Por exemplo, aqui neste link está todo o código do projeto Bitcoin. Clicando no link Contributors, você tem acesso ao número de programadores que ajudam no projeto e pode acompanhar a frequência com que o mesmo é atualizado.  No link “Code Frequency” é possível conferir a linha de tempo da frequência das adições e remoções de código do programa.

Mesmo não entendendo de programação, você pode perceber visitando essas páginas que o Bitcoin tem uma grande comunidade de desenvolvedores e que essa é bastante ativa.

5 – Confira se o projeto foi anunciado no fórum BitcoinTalk e leia o que os usuários da comunidade estão falando sobre.
Como você já deve saber, as criptomoedas são programas de computador e há um fórum na web onde se concentram boa parte desses programadores de criptografia. O BitcoinTalk foi criado pelo próprio criador misterioso do Bitcoin, o Satoshi Nakamoto e se transformou na meca do desenvolvimento de criptomoedas. Lá foram lançadas as principais criptomoedas, incluindo o próprio Bitcoin.   Cada anúncio é feito através de um tópico.  Por exemplo, neste tópico, o própio Satoshi Nakamoto anunciou o Bitcoin, que na época ainda não era vendido e podia ser minerado em qualquer PC.  Neste tópico, Vitalik Buterin, o criador do Ethereum anuncia sua criação.

6 – Pesquise o nome do projeto no Google junto com a palavra  “scam” para saber se alguém já acusou o projeto de golpe.
Quase todos os projetos de criptomoedas já foram acusados de golpe, incluindo o próprio Bitcoin, portanto não se assuste por conta da acusação, mas leia os argumentos prós e contras que envolvem a discussão e tire suas próprias conclusões.

7 – Quanto mais escassa, mais valiosa poderá se tornar a criptomoeda ou token.

O ranking do site CoinMarketCap traz diversas informações sobre criptomoedas e tokens, entre eles estão o preço, o Circulating Supply ( quantas criptomoedas estão em circulação) e o Market Captalization (Capitalização de mercado) ou “Market Cap”, que é o total em dólares ou reais que foram convertidos naquela criptomoeda ou token.   As moedas no topo do ranking são as que possuem maior capitação de mercado. Para chegar neste montante o cálculo é feito da seguinte forma:  Preço X  Circulating Supply (criptomoedas em circulação) = Maket Cap

Todas as moedas também possuem seu “Maximum Supply”, que é o número máximo de moedas que serão mineradas ou estarão disponíveis durante toda a vida deste projeto. O “Maximum Supply” do Bitcoin é de 21 milhões de unidades, ou seja, quando todos os bitcoins forem minerados só existirão no mundo 21 milhões de unidades e nada mais . O  número de bitcoins que hoje circula no mercado (Circulating Supply) está por volta de 17 milhões de unidades.

Em todos as ICO’s é possível conferir qual será o “Maximum Supply” da criptomoedas. Essa informação geralmente é encontrada no White Paper e no tópico de lançamento do fórum BitcoinTalk.  Neste espaços também deve constar a partilha das criptomoedas do projeto e informar quantas serão destinadas para a equipe, para os custos de desenvolvimento, para os grandes investidores e a quantidade de moedas que serão ofertadas na ICO, sendo assim possível você fazer as contas e comparar a criptomoeda com os grandes projetos em andamento.

 

3 – Short e Swing Trade

Assim como acontece na bolsa de valores e no mercado Forex, é possível também fazer trade com criptomoedas.  Pra quem não está acostumado com esse mundo, a ideia de short e Swing trade é ganhar com as variações de preço de determinada criptomoeda operando em plataformas como a Binance. o gráfico abaixo é a variação do preço do mercado de Bitcoin x Dolar (USDT) entre 25 de abril e 03 de maio de 2018 que mostra uma variação de até 11% entre altas e baixas.

Em um cenário onde a poupança remunera ínfimos 0.37% ao mês e outros investimentos não passam de 15% ao ano, as ondas gigantescas do mercado de criptomoedas se tornaram atrativas para quem não tem medo de se afogar, e acredite que muitos se afogam fácil. Onde é possível ganhar muito, também é possível perder muito dinheiro, tudo vai depender do conhecimento, estratégia e tempo que será dedicado para esse propósito.  Para se aprofundar no assunto leia no artigo com dicas importantes para operar no trade de criptomoedas.

 

4 – Mineração

Mineração é o processo de confirmar registros de transações ao livro razão público de uma criptomoeda. Este livro razão é chamado “Blockchain”, uma espécie de banco de dados que não é hospedado em um determinado data center, mas sim, hospedado em milhares de maquinas que formam uma rede descentralizada. Cada maquina dessa rede possui uma cópia do banco que se organiza como uma espécie de corrente. Cada transação efetuada na rede precisa ser confirmada em cada elo (maquina) dessa corrente, evitando assim qualquer tipo de gasto duplicado ou falso.

A notícia boa é que qualquer um pode se conectar a rede de determinada criptomoeda para efetuar esse trabalho, basta ter um equipamento (ou vários) próprio para isso.  A notícia ruim é que para ter lucro com esse processo é preciso ter uma fonte robusta de energia elétrica barata e o preço das tarifas de energia no Brasil estão longe disso. Não está entre as mais caras do mundo, mas está longe de ter um preço lucrativo para este fim.

Se você já possui um excedente de energia elétrica por conta de alguma atividade comercial ou industrial ou está disposto a investir em projetos de mineração fora do Brasil,  essa pode ser uma forma de obter ganhos a longo prazo com esse mercado.

O Bitcoin e a Ethereum que juntas representam mais da metade de todo o mercado de criptomoedas,  são moedas mineradas e possuem uma comunidade gigante de mineradores. O Bitcoin é minerado com maquinas “ASIC” fabricadas por empresas chinesas como a Bitmain e Ebang, já o Ethereum é minerado através de GPU’s , que nos últimos anos triplicaram de preço por esse motivo.

Além do Ethereum e do Bitcoin há dezenas de criptomoedas mineráveis (e surgem mais a cada dia)  O site CoinWarz traz o ranking das mais lucrativas, mostrando com qual equipamento e algoritmo é mais rentável minerar cada uma delas.  Neste ranking do site CryptoCompare é possível acompanhar o payback de cada equipamento. Nos primeiros resultados estão os equipamentos e moedas que se pagam mais rapidamente. Quanto mais novo é o projeto do equipamento, mas rentável ele é, pois a dificuldade de mineração vai aumentando conforme passa o tempo.

Como você já percebeu esse é um capitulo a parte, que precisa muito conhecimento no assunto e de um longo post exclusivo (que faremos em breve) para ser melhor compreendido. De qualquer forma, os links e informações acima já são o primeiro passo para você começar a pesquisar sobre.

5 – Masternodes (ou Mineração PoS)

Dos mais de 1.600 projetos listados no site CoinMarketCap, apenas uma pequena parte que inclui o Bitcoin e Ethereum é minerada através do trabalho pesado de maquinas de alto poder computacional. Essa mineração “pesada” feita a base de muita energia elétrica é feita através de um protocolo criptográfico chamado de “POW”, abreviatura de “Proof-Of-Work” (Prova de trabalho).

As demais moedas da lista são “pré-mineradas” e o trabalho de confirmar no blockchain se as transações são legítimas é feito por computadores chamados de “masternodes” (nós mestres) em um protocolo conhecido como “PoS”, abreviatura de Proof-Of-Stake (Prova de Participação).  A grosso modo um nó deve provar que possui acesso a uma certa quantidade de moedas antes de ser aceito pela rede ao invés de resolver através de poder computacional. Gerar um bloco envolve o envio de moedas para si mesmo, provando assim a posse. Portanto para ser o dono de um nó mestre, você precisa ter uma certa quantidade de criptomoedas em sua posse. Cada projeto exige uma determinada quantidade de criptomoedas para executar um nó.  Um “nó mestre” requer ao menos um servidor privado virtual (também chamado VPS) configurado exclusivamente para esse propósito.

No site MasterNodes.online você encontra um ranking com diversas criptomoedas que utilizam esses recursos que pode ser navegado por diversos critérios, entre eles o de ROI (retorno sobre investimento) e valor mínimo de investimento. O fórum BetweenBlocks traz uma seção exclusiva para a troca de informações sobre Masternodes.

6 – Exchange – Compra e Venda

Trocar criptomoedas por real (R$) e vice e versa como fazem as casas de câmbio também é uma das formas de ganhar dinheiro com esse mercado, basta ter capital e estudar o mercado.  Em sites como o LocalBitcoins, uma espécie de Mercado Livre  para compra e venda de Bitcoins é um dos locais onde é possível realizar esse tipo de comércio.

7 – Arbitragem

O preço do Bitcoin varia entre as  exchanges e “arbitragem” nada mais é que comprar a criptomoeda na mais barata e vender na mais cara.  Basta dar uma olhada nesta lista de “markets” de Bitcoin do CoinMarketCap para verificar essa variação de preço.

 

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